sexta-feira, 15 de agosto de 2014

FREI DOMINGOS SÁVIO RECEBE A VISITA DA IRMÃ MORTE

A irmã morte visitou, nesta sexta-feira, 15 de agosto, Frei Domingos Sávio de Menezes Carneiro, OFM, que integrava a Fraternidade de Santo Antônio, no Recife. O franciscano tinha 53 anos e sofria de uma doença degenerativa que o fez perder progressivamente os movimentos nos membros superiores. 

Desde a última terça-feira o religioso encontrava-se internado para tratar de uma infecção urinária. Frei Domingos Sávio era natural de Barreiros, interior de Pernambuco, e ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1984, fazendo sua profissão solene aos 28 de agosto de 1993. Como frade, sua ação missionária destacou-se, sobretudo, na área das artes, ilustrando cartazes para grupos populares, pastorais e ONGs ligadas à Teologia da Libertação. 

Segundo ele, o gosto pela pintura começou ainda criança com o incentivo da família. Na vida religiosa suas telas assumiram quase sempre a temática social. “Quero que meu trabalho suscite não apenas emoções intraduzíveis, mas, perguntas e inquietações acerca da condição humana – meu tema preferido – e que estimulem a ação transformadora”, dizia. 

Saiba um pouco mais da vida e da obra de Frei Domingos Sávio e confira uma entrevista concedida ao Programa Teologando, da Unicap.

Fonte: http://www.ofmsantoantonio.org/?p=3398

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A GRANDE “PLANTINHA” DO CARISMA FRANCISCANO

Santa Clara nasceu em Assis, em 1194. Aos 18 de março de 1212, saiu de casa e se consagrou a Deus na igrejinha de Nossa Senhora dos Anjos, a Porciúncula. De 1212 até a sua morte, aos 11 de agosto de 1253, viveu no silêncio e no retraimento da clausura de São Damião. 

Com a celebração dos 800 anos de fundação do carisma clariano, em 2012, muito se falou e destacou a personalidade forte de Santa Clara de Assis, com base em documentos recuperados no século XX, que mostram a figura ímpar desta seguidora de São Francisco de Assis na história da Igreja. 

Hoje, já não dá mais para sequer pensar que Santa Clara foi inteiramente dependente de São Francisco. O frade capuchinho Frei José Carlos Pedroso, em entrevista a este site, explica o significado da “plantinha de São Francisco”, que gerou uma leitura equivocada desta grande mulher. “Trata-se de uma leitura desajeitada. Costumam entender que ela seria como um vaso querido de São Francisco, que ele punha na janela e regava todo dia. Seria uma criança. Mas quem conhece os textos das Fontes sabe que plantinha, em latim plântula, é o que nós chamamos de muda. Quando um mosteiro fundava outro, o fundador era chamado de plantador e o fundado era a muda, ou plantinha, porque nos primeiros tempos dependia dos cuidados do outro. Nas suas biografias, São Francisco é chamado de plantador da Ordem dos Menores. A Ordem de Santa Clara também foi plantada por ele. Uma das coisas que surpreendem em Santa Clara é que, depois de ser obrigada a seguir a regra de São Bento, a regra de Hugolino e a regra de Inocêncio IV, ela pôde finalmente fazer a dela. É notável a sua maneira de ser livre”, explica Frei José Carlos. 

Segundo o Dicionário Franciscano, os elementos fundamentais do novo estilo de vida estão sintetizados na Bula de aprovação da Regra de Santa Clara que fala da união dos espíritos e da altíssima pobreza, como também da vontade de viverem juntas na clausura. Estamos diante de aspectos exteriores de uma realidade interior centralizada no amor do pobre Crucificado. 

“Sem sombra de dúvida a pedra angular de todo o edifício religioso, de toda a vida espiritual de Clara e de suas irmãs é estarem ligadas com afeto pessoal a Jesus Cristo, amor esse ardente e apaixonado. Por causa de Cristo, perto de Cristo, junto de Cristo se realizam todas as suas experiências e se constrói sua vida em sua totalidade”. 

Neste Especial por ocasião desta festa franciscana no dia 11 de agosto, apresentamos subsídios para conhecer melhor essa gigante “plantinha” que o carisma franciscano produziu. 

fonte: http://franciscanos.org.br/?p=43031#sthash.aIEf75kh.dpuf

sábado, 2 de agosto de 2014

PERDÃO DE ASSIS DEDICADO À PAZ NO ORIENTE MÉDIO

Assis – O Perdão de Assis, a festa que inicia na manhã deste 1º de agosto e se conclui com as Vésperas Solenes do dia 2, na Porciúncula de Santa Maria dos Anjos, terá neste ano uma intenção particular de oração: o fim da guerra e das hostilidades na Terra Santa. No dia do Perdão de Assis, que há sete séculos conta com a participação de milhares de peregrinos, é possível obter a indulgência, observadas as exigências indicadas pela igreja. 

O tema deste ano foi decidido pelo Bispo da Diocese de Assis-Nocera Úmbria-Gualdo, Dom Domenico Sorrentino, em sintonia com a comunidade dos Frades menores da Província Seráfica, que presidirá as Primeiras Vésperas da Solenidade às 19 horas do dia 1º, com a tradicional peregrinação da Cidade de Assis e a Celebração Eucarística às 11 horas do dia 2. Já às 15 horas de sábado, chegará à Porciúncula a 34ª Marcha Franciscana, que neste ano terá como tema “Cem por um” e reunirá mais de mil jovens peregrinos provenientes de várias regiões da Itália e de diversas partes do mundo. 

“A visita do Papa Francisco à Terra Santa e sobretudo o momento de oração que ele partilhou no Vaticano com Shimon Peres e Abu Mazen – sublinhou Dom Sorrentino – suscitaram tantas esperanças. Talvez muitas. Não poderia haver maior desilusão do que a explosão do conflito que ocorreu pouco depois entre os dois povos, ainda uma vez com o êxito da morte e de escombros. Derrotada também a oração? Nos vem a tentação de fazer esta pergunta”. 

Dom Sorrentino recordou que em 1986 o Papa João Paulo II havia inaugurado o “espírito de Assis”, o encontro que reuniu líderes de diversas religiões para rezar pela paz. “Em 27 de outubro próximo – recordou ele -, na anual comemoração do “Encontro de Assis”, vamos repropor aquele desafio, atualizando-o: “A iniciativa do Papa Francisco pela paz em Israel: qual o futuro?”. 

O convite à comunidade para participar da festa do Perdão, é um convite para rezar pela paz e também um convite à conversão – explica o prelado. “Quem de nós, nesta última e cruenta página da guerra entre o Hamas e Israel não se perguntou porque, contra todo senso de humanidade e razoabilidade, as armas não se calam, quando os mortos chegam às centenas e desfiguram as faces das mães de ambos os lados?”. 

“O espírito de Assis” permanece mais vivo do que nunca e nós – conclui Dom Sorrentino – o queremos invocar pela Terra Santa por ocasião do Perdão da Porciúncula”. 

Mais informações sobre o ‘Perdão de Assis’ podem ser obtidas no site www.assisiofm.it. 

Fonte: http://franciscanos.org.br/?p=64914#sthash.w5XUfNAu.dpuf
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