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segunda-feira, 21 de maio de 2012

ASCENSÃO DO SENHOR, COMUNICAÇÃO, TESTEMUNHO E SILÊNCIO

Ontem foi a solenidade da Ascensão do Senhor. Nela celebramos a volta de Jesus ao seio do Pai, na glória do Céu, de onde Ele veio para ficar conosco pela sua encarnação. Entre nós Jesus viveu durante trinta e três anos. Trinta anos viveu no seio de sua família e de seu povo, em Nazaré; depois, durante três anos, realizou sua missão no meio do povo em toda a terra de Israel.

Ele veio de junto do Pai comunicar-nos um novo modo de viver, de pensar e agir que chamou de “Reino de Deus” ou “Reino dos céus”. Sua própria vida era a manifestação daquilo que Ele veio anunciar conforme a vontade do Pai. Mas para acolher e entender a mensagem do Reino, a humanidade precisava de conversão, isto é, de mudança de vida, de atitudes, de compreensão do sentido mesmo da vida. Por isso Jesus proclamava: “Cumpriu-se o tempo, e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15). O Evangelho é uma palavra da língua grega que significa boa notícia, boa nova! Jesus veio, então, dar-nos uma boa notícia da parte de Deus. Esta notícia, a maior de todos os tempos é que somos amados por Deus e que o sentido de nossa existência é viver para amarmos uns aos outros e a Ele, nosso Deus e Pai, que nos criou por amor. A vivência desta boa notícia no dia a dia de nossas vidas vai construindo uma nova humanidade, um mundo diferente, orientado pelos valores do Reino de Deus e que já o torna presente na história humana. Até na oração que Jesus nos ensinou, pedimos que venha o Reino, que aconteça de verdade uma nova maneira de conviver entre homens e mulheres, em que o amor, o perdão, a solidariedade, a justiça e a paz sejam concretamente vividos todos os dias. Apesar de já estar presente na história humana, o Reino é sempre uma realidade transcendente.

A pregação de Jesus e o seu testemunho foram acolhidos por muitas pessoas, primeiramente, por um grupo de homens e mulheres, seus discípulos e depois por multidões em Israel, sobretudo os pobres. Mas entre os ricos e privilegiados, entre os líderes religiosos e políticos judeus a pregação e a vida de Jesus foram rejeitadas, pois implicavam mudar de vida, renunciar aos privilégios, combater a injustiça, as desigualdades e os preconceitos. Por isso Jesus foi perseguido, preso, crucificado, mas o poder de Deus O ressuscitou e durante quarenta dias, Ele apareceu e viveu entre seus apóstolos e discípulos, dando força e orientação e preparando-os para receberem o dom do alto, a força de Deus, o Espírito Santo. 

Voltando à glória de Deus, no mais alto dos Céu, Jesus nos deixa uma missão: continuar anunciando e construindo o Reino de Deus em todas as partes do mundo, na extensão de nosso planeta. Por essa razão, no dia em que celebramos a ascensão do Senhor, a Igreja comemora o Dia Mundial das Comunicações Sociais. A grande tarefa da Igreja, sua missão, é anunciar com palavras, mas sobretudo com o testemunho da vida dos cristãos a Boa Nova do Reino, transformando a humanidade marcada pelo pecado e pela morte em uma nova humanidade. Essa é a missão evangelizadora da Igreja de Jesus Cristo. Mas para anunciarmos a Boa Nova é preciso uma experiência profunda de silêncio, de escuta obediente da Palavra de Deus.

Em nosso mundo barulhento e cheio de novas tecnologias da comunicação, precisamos redescobrir o sentido do silêncio e aprendermos a escutar para que nossa palavra crie comunicação e comunhão entre os seres humanos e com toda a natureza. 

Por essa razão, o Papa Bento XVI, na mensagem que escreveu para o 46° Dia Mundial dos Meios de Comunicações Sociais afirma: “O Silêncio é parte integrante da comunicação, e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos”. Jesus deu muito valor ao silêncio e ensinou seus apóstolos e discípulos a escutarem a vontade de Deus, particularmente na oração. São Francisco, certa vez, saiu com outro frade para pregar e, passando entre as pessoas, Ascensão do Senhor, comunicação, testemunho e silêncio nada disse, mostrando que a pregação nem sempre depende da palavra pronunciada, mas sempre do testemunho que, em primeiro lugar é fazer-se presente entre as pessoas, compartilhando suas dores, suas alegrias e esperanças.

Eis alguns aspectos da solenidade da Ascensão do Senhor que podemos aprofundar este ano, juntamente com a comemoração do 46° Dia Mundial dos Meios de Comunicações Sociais.

Ficam também uns questionamentos para todos nós: O que significa o silêncio para nós?  Qual o valor que damos a ele em nosso dia a dia? Por que nos custa tanto silenciar e construir dentro de nós o espaço da verdadeira comunicação?

Frei Marconi Lins, OFM
Ministro Provincial

quarta-feira, 2 de maio de 2012

DE MARIA NUNCA SE DIZ TUDO!

Estamos mais uma vez no mês de maio! Apesar das mudanças radicais acontecidas em nossa sociedade, a figura da mãe como a de Maria, a mãe de Jesus emergem fortemente no sentimento maternal que experimentamos e que marcou profundamente a nossa vida. As mães são assim: deixam marcas indeléveis em nosso ser, mesmo se, por acaso, duvidaram em nos gerar. É impossível não carregar para sempre os traços fundamentais e fundantes de nossa gestação no útero e no coração de uma mulher! 

A partir do primeiro século do cristianismo foram surgindo no seio das comunidades primitivas algumas perguntas sobre a pessoa de Jesus que implicavam Sua origem e Sua existência como Deus e homem: Como foi sua origem? Quem eram Seus pais? Se Jesus é Deus que se fez homem, Maria é mãe de Deus? 

Particularmente os dois primeiros capítulos dos evangelhos segundo Mateus e Lucas, conhecidos como os Evangelhos da infância, evidenciam esses questionamentos e as tentativas de respondê-los. É impossível separar o Verbo que se fez Carne daquela que mediou a encarnação do Filho Unigênito de Deus. Também é impossível separar Maria do mistério de Deus que a implicou no plano da salvação! Na teologia cristã emerge um sentimento materno e uma necessidade de dizer algo sobre a mãe de Jesus e sua experiência de Deus. É o que a Igreja tem buscado fazer nesses dois mil anos e que constitui sua reflexão teológica denominada Mariologia

Também nós franciscanos temos nossa mariologia, isto é, a experiência de Maria que fez São Francisco ao contemplar o mistério de Deus em Jesus Cristo. E uma afirmação feita por Frei Tomás de Celano, primeiro biografo do pobrezinho de Assis, é muito significativa para ilustrar a mariologia franciscana. Afirma Tomás de Celano: “(Francisco) tinha um amor indizível à Mãe de Jesus, porque fez nosso irmão o Senhor da majestade. Consagrava-lhe louvores especiais, orações, afetos, tantos e tais que uma língua humana nem pode contar. Mas o que mais nos alegra é que confiou até o fim os filhos que ia deixar. Ó advogada dos pobres, cumpre conosco o teu ofício protetor por todo o tempo que foi predeterminado pelo Pai!” (2C 198). Por hoje fico por aqui, mas depois volto a dizer algo mais, não tanto para esgotar o assunto, mas para cumprir o que a própria Virgem Maria profetizou no Magnificat: “Todas as gerações me chamarão Bem-aventurada!”(Lc 1,30). 

Frei Marconi Lins, OFM
Ministro Provincial

terça-feira, 1 de maio de 2012

TESTEMUNHAS DE JESUS RESSUSCITADO

Todos os dias, somos surpreendidos por uma verdadeira avalanche de más notícias que vão fragilizando nossa esperança e comprometendo nossa confiança nas pessoas. Vimos, na semana passada, através dos meios de comunicação, ministros do Supremo Tribunal Federal, tratarem-se de forma grosseira e fazerem acusações mútuas; também vimos crescer o comprometimento dos partidos políticos com a corrupção que envolve muitos de seus membros, nossos representantes no Senado e na Câmera Federal, sem falar da ramificação da corrupção para os níveis estaduais e municipais! Enquanto isso, vemos o descaso com a saúde pública, a educação e assuntos importantíssimos como o Código Florestal, a defesa dos nossos índios e a reforma agrária são temas que sofrem pressão do poder econômico e de empresas nacionais e internacionais interessadas pelo lucro financeiro, comprometendo o futuro de nosso meio ambiente e da maioria da população, não só do Brasil, mas em todo o planeta. 

Diante de todos esses acontecimentos e de tantos outros que ocorrem no Brasil e no mundo, nós cristãos estamos celebrando o tempo pascal, no qual afirmamos a vitória de Jesus sobre o pecado e a morte. Já estamos na terceira semana do tempo pascal e palavra chave que ocorre frequentemente na Palavra de Deus e nas orações é a palavra “testemunho”. Ser cristão é testemunhar com a palavra e com gestos concretos a presença de Jesus ressuscitado entre nós, fortalecendo a nossa fé, dando-nos esperança e nos comprometendo com a construção de um mundo melhor, orientado pelos valores do Reino do Pai. 

No Evangelho lido ontem na Eucaristia dominical, retirado do capítulo 24 do Evangelho segundo São Lucas, vimos a alegria dos discípulos de Emaús que fizeram a experiência de Jesus ressuscitado no caminho de casa, quando voltavam de Jerusalém para Emaús, cheios de dúvidas e amargando a derrota de Jesus diante dos poderes deste mundo! Mas Jesus conversa com eles, abre o coração para compreenderem as Escrituras e no gesto do partir o pão, é reconhecido por eles vivo e ressuscitado! Enquanto os discípulos de Emaús contam aos demais discípulos o ocorrido no caminho, o próprio Jesus lhes aparece e saúda com a saudação pascal: “A paz esteja convosco!” Jesus fortalece a fé de seus discípulos, ilumina suas inteligências com a explicação das Escrituras e os compromete com a missão de irem ao mundo todo anunciarem a conversão e o perdão dos pecados, construindo no mundo corrompido pelo pecado e pela morte uma nova vida nascida da força de Sua ressurreição! 

É isto que devemos meditar, compreender, celebrar e viver neste tempo da Páscoa e todos os dias de nossa vida: deixar que o Espírito Santo, enviado do Pai por Jesus nos faça, como Igreja no mundo, testemunhas da ressurreição e da vida abundante que o Pai quer para toda a humanidade. 

Desta forma, diante de tantas más notícias que nos chegam de todos os lugares, vamos, primeiramente dando a boa notícia anunciada por nosso testemunho de cristãos e, ao mesmo tempo, vamos lutando por um mundo melhor, mais justo e fraterno, no qual os valores do Reino do Pai vão formando o nosso coração e conduzindo nossas palavras e atitudes. Nesta nova realidade, que nasce da fé em Jesus ressuscitado, vemos as crianças e os jovens serem formados pelo exemplo dos mais velhos e vai-se delineando uma nova humanidade. É isto que é ser cristão! E isto que devemos viver e fazer acontecer todos os dias, começando dentro de nossa casa, entre os membros de nossa família. É isto que nos faz testemunhas de Jesus ressuscitado!

Frei Marconi Lins, OFM
Ministro Provincial

segunda-feira, 30 de abril de 2012

TENDÊNCIAS CONSERVADORAS


Hoje, no Brasil, não há oposição a este governo. Nem de esquerda nem de direita. Ao contrário, uma grande maioria considera este o melhor governo de todos. O segredo é que Dilma conquistou o apoio da classe média, e Lula e as políticas sociais têm mantido a popularidade da presidente nos setores populares.

O governo parece apostar no desenvolvimento do mercado interno para se defender da queda das exportações e diminuir a vulnerabilidade da economia. E dispõe de instituições como o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras, que podem induzir novas estratégias de desenvolvimento.

Fomentar o mercado interno parece ser uma medida acertada. Mas crescimento não é mais sinônimo de desenvolvimento. Se conduzido nos parâmetros de desenvolvimento atuais, esse crescimento deve levar a uma ainda maior concentração da riqueza e à manutenção de níveis de desigualdade que se reproduzem há décadas e permanecem basicamente inalterados. Mas a situação traz outras possibilidades: dinamizar o mercado interno pode também favorecer uma redistribuição mais acelerada da riqueza.

As políticas sociais não têm sido capazes de reverter o quadro de desigualdade de forma estrutural. Nem têm esse propósito. Para superar a desigualdade, é preciso outro modelo de desenvolvimento, outros atores como protagonistas. Nesse campo de disputas quanto aos sentidos do desenvolvimento, o reconhecimento de que cada território é um território único, distinto, singular, abre espaço para a mobilização democrática e produtiva do território, principalmente com a mobilização dos pequenos e médios produtores, o que pode contribuir para a construção de um novo projeto.

Essa lógica que organiza nossa sociedade, levando ao 1% quase toda a riqueza, reproduz-se por força das pressões dos lobbies empresariais, especialmente do setor financeiro. E se converte em políticas de Estado. O Estado, capturado por esse poder, passa então não apenas a financiar o setor privado, mas também a garantir em última instância todas as dívidas que ele venha a contrair.

Uma grande lacuna na estratégia de desenvolvimento brasileira é a questão ambiental. O que não é casual, uma vez que predomina a lógica da facilitação dos negócios das grandes empresas. A questão de garantir as exportações, por exemplo, demonstra essa hegemonia. Mesmo que as exportações não ultrapassem 15% do PIB brasileiro, são elas que balizam as políticas macroeconômicas e ambientais. Para além da questão ambiental, há também elementos das culturas locais que são desconsiderados nessas políticas impostas de cima para baixo, como é a questão da permanência de povos originários que estão sendo desalojados em virtude da instalação de macroestruturas financiadas, muitas vezes, com recursos públicos − a exemplo dos quilombolas de Alcântara e dos grupos indígenas de Belo Monte.

O Brasil age como se estivéssemos no início do século XX. A sociedade brasileira e os governos ainda não se deram conta da urgência da questão ambiental. O aquecimento global é responsável pelas chuvas torrenciais e desabamentos, por exemplo, no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, pelos ciclones que agora existem no Sul do país, pela desertificação de parte do semiárido nordestino, por enchentes sem precedentes, e nem por isso o governo federal aplica de forma adequada políticas de sustentabilidade ambiental, tampouco o papel de regulação do município tem sido aprimorado.

Ainda que o país tenha uma matriz energética das mais limpas em razão do peso das hidrelétricas, o governo federal ignora o desastre nuclear de Fukushima e mantém o propósito de construir usinas nucleares, na contramão de todo um movimento mundial que condena hoje a energia nuclear.

Ao que parece, o que ocorreu com o Código Florestal pode ser o indicativo de uma tendência: o surgimento de mobilizações de direita, articuladas com a pressão de lobbies sobre o Congresso, que buscam ampliar as vantagens da exploração econômica sacrificando direitos e o meio ambiente. O agronegócio conseguiu colocar 30 mil pessoas em uma concentração em frente ao Congresso.

E outra vez a agenda nacional é, na verdade, uma agenda universal, que trata de um modelo de produção e consumo que se tornou insustentável.

A crise vai ter um custo, mas quem vai pagar? E quanto mais agudos forem os impactos da crise internacional no Brasil, maiores serão os conflitos e as disputas pelos recursos públicos. A questão da defesa dos direitos humanos se coloca imediatamente. Sem mais democracia, essa desigualdade vai crescer, e com ela a violência, os conflitos sociais. Sem mais cultura cívica, o contrário do que apresenta a TV aberta, o caminho é a polarização de interesses, com a direita mais à vontade para defender às claras sua agenda conservadora.

por Silvio Caccia Bava
Silvio Caccia Bava é editor de Le Monde Diplomatique Brasil e coordenador geral do Instituto Pólis.

quarta-feira, 7 de março de 2012

QUARESMA: SILENCIAR, REVER A VIDA, RECOMEÇAR...

Estamos vivendo o tempo da Quaresma que nos prepara para celebrarmos a festa maior de nossa fé cristã: a Páscoa do Senhor.
Durante quarenta dias, somos chamados a viver nosso dia a dia dentro de um clima de conversão, isto é, de mudança de vida, de volta ao coração de Deus, avaliando como estamos vivendo a nossa vocação e missão de cristãos num mundo sempre mais desafiador.

Somos chamados como Igreja a respondermos com profundidade a algumas perguntas fundamentais para nossa fé? O que significa ser cristão e estar no mundo como discípulo de Jesus Cristo? O que significa acreditar na morte e ressurreição de Jesus Cristo? Como estamos vivendo nosso batismo?

Durante quarenta dias, somos chamados a responder essas perguntas, num clima de silencio, de oração e de compromisso com a realidade que nos cerca. Na quarta-feira de cinzas a palavra de Deus nos propôs reconhecer nossa fragilidade – somos pó, cinzas – mas se ouvimos o que o Senhor nos diz e nos deixamos guiar por seus mandamentos a nossa vida limitada se torna plena pela força do Filho de Deus, Jesus Cristo, que nos amou até a morte de cruz.

A Quaresma lembra os quarenta dias que Jesus passou no deserto, preparando-se para assumir Sua missão no mundo, conforme a vontade do Pai e a ação do Espírito em Sua vida. Lá no deserto Ele foi tentado pelo demônio resistindo a todas as seduções do mal com a força da Palavra de Deus, pois, como disse Ele ao tentador, “nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4).

A quaresma anual que vivemos como Igreja e seguidores de Jesus, é um tempo suficiente para olharmos nossa vida e avaliarmos nossa fidelidade ao Senhor. É tempo de conversão, de mudança de vida. Vivemos em meio a muitas seduções. O barulho do mundo atrapalha a escuta da Palavra de Deus. É preciso, então, dar um tempo, buscar o deserto para reaprender a ouvir o que o Senhor está nos dizendo e pedindo que façamos para que a vida se torne abundante e plena e não uma rotina onde vivemos oprimidos e seduzidos pelo busca desenfreada do ter, do poder e do prazer.

A exemplo de Jesus, busquemos um lugar de silencio para ouvir a voz do Pai e deixar que ela converta nosso coração. Não preciso ir longe, basta parar um momento suficiente durante o dia. Pode ser em casa, acordando um pouco mais cedo; pode ser indo a uma igreja... O importante é que em Cristo nos reconciliemos com Deus e não recebamos a graça de Deus em vão (cf. 2Cor 5,20.6,1).

O Senhor lhes dê a Paz!

Frei Marconi Lins, OFM
Ministro Provincial
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