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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

MENSAGEM DO MINISTRO PROVINCIAL NA PASSAGEM DO DIA DA AMAZÔNIA 2014

ORDEM DOS FRADES MENORES 
Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil 
Caixa Postal, 176 50001-970 Recife PE 
Telefone: +55 81 3424-4556 Fax: +55 81 3224-0033 
Endereço eletrônico: ofmne@terra.com.br 

Recife, 5 de setembro de 2014


Caríssimos Confrades, 
Paz e Bem! 

Nesta sexta-feira, dia 5 de setembro, comemoramos o Dia da Amazônia nossa grande floresta cuja área representa dois quintos da América do Sul e a metade do território brasileiro. A extensão da floresta amazônica abrange, além dos estados brasileiros do Acre, Amapá, Pará, Roraima, Rondônia, Amazonas, Tocantins, Maranhão, área do Mato Grosso, outros países da América do Sul, como: Venezuela, Guianas, Suriname, Bolívia, Colômbia, Peru e Equador. Além disso, concebe um quinto das águas doces do mundo, sendo a maior bacia hidrográfica do planeta, com extensão de sete milhões de quilômetros. Os principais rios que formam a bacia são, além do Amazonas, os seus afluentes: Negro, Trombetas e Japurá – à esquerda; e Madeira, Xingu, Tapajós, Purus e Juruá à margem direita. 

Todos os dias somos informados pelos meios de comunicação da ameaça constante que sofre nossa grande floresta pelo desmatamento, pelas queimadas, pela exploração das madeireiras, pelo avanço do agronegócio e das mineradoras e de tantas outras ameaças que vão dizimando a biodiversidade, os povos indígenas e as populações ribeirinhas que compõem esse complexo ecossistema fundamental para a existência e o equilíbrio da vida em nosso planeta. 

Nós, franciscanos, estamos presentes na região Amazônica desde o século XVI e por isso não podemos estar alheios às ameaças que sofre a floresta com seus rios, biodiversidade e povos que aí vivem, nem nos omitir em colaborar com nossas presenças na região. Eis o que diz a Decisão nº 24 do Capítulo Geral de 2009: 

“No VIII centenário da fundação de nossa Ordem, o Capítulo geral escolhe, como sinal de profecia evangélica, empenhar-se num projeto integral na Amazônia. 

• Este projeto tenha presente: a força humanizadora do Evangelho, a salvaguarda e a integridade da criação e a defesa e promoção das culturas autóctones. 
• Na realização deste projeto, assuma-se três compromissos concretos: 

1. Apoiar e reforçar as presenças já existentes a partir do século XVI (vicariatos e custódias); 
2. Criar novas fraternidades interprovinciais; 
3. Criar uma rede de solidariedade em nível de toda a Ordem, da Família Franciscana e de outros grupos. 

• O Capítulo geral confia este projeto ao Governo geral da Ordem, a fim de que o realize conjuntamente com o Secretariado Geral para as Missões e a Evangelização (SGME), o Escritório JPIC, a União das Conferências Franciscanas Latino-Amereicanas e do Caribe (UCLAF) e, especialmente com as Entidades que vivem e levam adiante a sua missão”. 

A presença da Província na região do Baixo Amazonas foi, no passado, muito vigorosa e importante, basta lembrar nossa missão entre os índios Mundurucu, fundada em 1911, e entregue ao Comissariado dos Franciscanos de Santarém em 1961, e a Missão entre os índios Tiriyó, fundada em 1960 e que ainda hoje conta com nossa presença. 

Para apoiar estas presenças franciscanas na Região Amazônica, a Conferência dos Ministros Provinciais dos Frades Menores (CFMB), instituiu uma coleta anual que deve ser promovida pela Entidades dos Frades Menores no Brasil. Solicitamos, então, que neste final de semana, nos dias 6 e 7 (sábado e domingo), os confrades, nas homilias e nos encontros com o povo de Deus falem deste evento e desta coleta, aproveitando os dados e motivações desta mensagem que envio a todos. 

Gostaria de informar, aos confrades e ao povo de Deus, dois fatos que muito nos alegra e que dizem respeito à nossa presença missionária no norte do Pará: hoje, dia 5, nosso confrade Frei Paulo Calixto, há quarenta e cinco anos missionário entre nosso irmãos indígenas na Missão Tiriyó, completa 80 anos. Sempre animado e cheio de esperança, é um testemunho de compromisso de nossa Província com os povos indígenas. Também Frei Ronaldo César, atualmente fazendo sua experiência fraterno-missionária na Missão Tiriyó, pede para continuar na Missão no primeiro semestre de 2015. 

Louvemos ao Senhor pelos irmãos e irmãs que são Seus discípulos e missionários na região Amazônica! Acolhamos, com alegria, a oportunidade de apoiarmos a presença evangelizadora da Igreja de Jesus Cristo para que com a força profética do Carisma de nosso irmão e pai Francisco de Assis, padroeiro da Ecologia, preguemos com as obras a reconciliação, a paz e a justiça e mostremos o respeito pela Criação (cf. CC.GG. Art. 1 §2). 

“Que o Senhor lhes dê a Paz!”

Frei Marconi Lins de Araújo, OFM
Ministro Provincial

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

FREI DOMINGOS SÁVIO RECEBE A VISITA DA IRMÃ MORTE

A irmã morte visitou, nesta sexta-feira, 15 de agosto, Frei Domingos Sávio de Menezes Carneiro, OFM, que integrava a Fraternidade de Santo Antônio, no Recife. O franciscano tinha 53 anos e sofria de uma doença degenerativa que o fez perder progressivamente os movimentos nos membros superiores. 

Desde a última terça-feira o religioso encontrava-se internado para tratar de uma infecção urinária. Frei Domingos Sávio era natural de Barreiros, interior de Pernambuco, e ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1984, fazendo sua profissão solene aos 28 de agosto de 1993. Como frade, sua ação missionária destacou-se, sobretudo, na área das artes, ilustrando cartazes para grupos populares, pastorais e ONGs ligadas à Teologia da Libertação. 

Segundo ele, o gosto pela pintura começou ainda criança com o incentivo da família. Na vida religiosa suas telas assumiram quase sempre a temática social. “Quero que meu trabalho suscite não apenas emoções intraduzíveis, mas, perguntas e inquietações acerca da condição humana – meu tema preferido – e que estimulem a ação transformadora”, dizia. 

Saiba um pouco mais da vida e da obra de Frei Domingos Sávio e confira uma entrevista concedida ao Programa Teologando, da Unicap.

Fonte: http://www.ofmsantoantonio.org/?p=3398

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A GRANDE “PLANTINHA” DO CARISMA FRANCISCANO

Santa Clara nasceu em Assis, em 1194. Aos 18 de março de 1212, saiu de casa e se consagrou a Deus na igrejinha de Nossa Senhora dos Anjos, a Porciúncula. De 1212 até a sua morte, aos 11 de agosto de 1253, viveu no silêncio e no retraimento da clausura de São Damião. 

Com a celebração dos 800 anos de fundação do carisma clariano, em 2012, muito se falou e destacou a personalidade forte de Santa Clara de Assis, com base em documentos recuperados no século XX, que mostram a figura ímpar desta seguidora de São Francisco de Assis na história da Igreja. 

Hoje, já não dá mais para sequer pensar que Santa Clara foi inteiramente dependente de São Francisco. O frade capuchinho Frei José Carlos Pedroso, em entrevista a este site, explica o significado da “plantinha de São Francisco”, que gerou uma leitura equivocada desta grande mulher. “Trata-se de uma leitura desajeitada. Costumam entender que ela seria como um vaso querido de São Francisco, que ele punha na janela e regava todo dia. Seria uma criança. Mas quem conhece os textos das Fontes sabe que plantinha, em latim plântula, é o que nós chamamos de muda. Quando um mosteiro fundava outro, o fundador era chamado de plantador e o fundado era a muda, ou plantinha, porque nos primeiros tempos dependia dos cuidados do outro. Nas suas biografias, São Francisco é chamado de plantador da Ordem dos Menores. A Ordem de Santa Clara também foi plantada por ele. Uma das coisas que surpreendem em Santa Clara é que, depois de ser obrigada a seguir a regra de São Bento, a regra de Hugolino e a regra de Inocêncio IV, ela pôde finalmente fazer a dela. É notável a sua maneira de ser livre”, explica Frei José Carlos. 

Segundo o Dicionário Franciscano, os elementos fundamentais do novo estilo de vida estão sintetizados na Bula de aprovação da Regra de Santa Clara que fala da união dos espíritos e da altíssima pobreza, como também da vontade de viverem juntas na clausura. Estamos diante de aspectos exteriores de uma realidade interior centralizada no amor do pobre Crucificado. 

“Sem sombra de dúvida a pedra angular de todo o edifício religioso, de toda a vida espiritual de Clara e de suas irmãs é estarem ligadas com afeto pessoal a Jesus Cristo, amor esse ardente e apaixonado. Por causa de Cristo, perto de Cristo, junto de Cristo se realizam todas as suas experiências e se constrói sua vida em sua totalidade”. 

Neste Especial por ocasião desta festa franciscana no dia 11 de agosto, apresentamos subsídios para conhecer melhor essa gigante “plantinha” que o carisma franciscano produziu. 

fonte: http://franciscanos.org.br/?p=43031#sthash.aIEf75kh.dpuf

sábado, 2 de agosto de 2014

PERDÃO DE ASSIS DEDICADO À PAZ NO ORIENTE MÉDIO

Assis – O Perdão de Assis, a festa que inicia na manhã deste 1º de agosto e se conclui com as Vésperas Solenes do dia 2, na Porciúncula de Santa Maria dos Anjos, terá neste ano uma intenção particular de oração: o fim da guerra e das hostilidades na Terra Santa. No dia do Perdão de Assis, que há sete séculos conta com a participação de milhares de peregrinos, é possível obter a indulgência, observadas as exigências indicadas pela igreja. 

O tema deste ano foi decidido pelo Bispo da Diocese de Assis-Nocera Úmbria-Gualdo, Dom Domenico Sorrentino, em sintonia com a comunidade dos Frades menores da Província Seráfica, que presidirá as Primeiras Vésperas da Solenidade às 19 horas do dia 1º, com a tradicional peregrinação da Cidade de Assis e a Celebração Eucarística às 11 horas do dia 2. Já às 15 horas de sábado, chegará à Porciúncula a 34ª Marcha Franciscana, que neste ano terá como tema “Cem por um” e reunirá mais de mil jovens peregrinos provenientes de várias regiões da Itália e de diversas partes do mundo. 

“A visita do Papa Francisco à Terra Santa e sobretudo o momento de oração que ele partilhou no Vaticano com Shimon Peres e Abu Mazen – sublinhou Dom Sorrentino – suscitaram tantas esperanças. Talvez muitas. Não poderia haver maior desilusão do que a explosão do conflito que ocorreu pouco depois entre os dois povos, ainda uma vez com o êxito da morte e de escombros. Derrotada também a oração? Nos vem a tentação de fazer esta pergunta”. 

Dom Sorrentino recordou que em 1986 o Papa João Paulo II havia inaugurado o “espírito de Assis”, o encontro que reuniu líderes de diversas religiões para rezar pela paz. “Em 27 de outubro próximo – recordou ele -, na anual comemoração do “Encontro de Assis”, vamos repropor aquele desafio, atualizando-o: “A iniciativa do Papa Francisco pela paz em Israel: qual o futuro?”. 

O convite à comunidade para participar da festa do Perdão, é um convite para rezar pela paz e também um convite à conversão – explica o prelado. “Quem de nós, nesta última e cruenta página da guerra entre o Hamas e Israel não se perguntou porque, contra todo senso de humanidade e razoabilidade, as armas não se calam, quando os mortos chegam às centenas e desfiguram as faces das mães de ambos os lados?”. 

“O espírito de Assis” permanece mais vivo do que nunca e nós – conclui Dom Sorrentino – o queremos invocar pela Terra Santa por ocasião do Perdão da Porciúncula”. 

Mais informações sobre o ‘Perdão de Assis’ podem ser obtidas no site www.assisiofm.it. 

Fonte: http://franciscanos.org.br/?p=64914#sthash.w5XUfNAu.dpuf

terça-feira, 15 de julho de 2014

SÃO BOAVENTURA, O GRANDE DOUTOR FRANCISCANO


João de Fidanza, filho de João de Fidanza e Maria Ristelli, nasceu em Bagnoregio, do distrito de Viterbo, dos Estados Pontifícios, em 1221. Curou-se na infância de grave doença, depois de uma invocação a São Francisco de Assis feita por sua mãe, a que faz referência o próprio São Boaventura (Sermo de B. Francisco, serm.3). 


Pelo ano 1234 seguiu para a Faculdade das Artes, de Paris, onde se graduava pelo ano 1240. Ingressou aos 17 anos na Ordem dos Franciscanos, onde assumiu o nome de Boaventura. Talvez estivesse motivado pela devoção a São Francisco que lhe vinha da infância, e ainda pela admiração a Alexandre de Hales, por quem se deixara orientar doutrinariamente, enfim pelo apreço em que levava o espírito da Ordem, como se infere de suas mesmas palavras. 

A teologia a estudou provavelmente sob Alexandre de Hales (+ 1245), porque o chama de pai e mestre. Boaventura principia o magistério em 1248 como bacharel bíblico, com o Comentário ao Evangelho de S. Lucas; conforme os estatutos da Universidade, dois anos depois, como bacharel sentenciário, explicaria a Sentenças, o que teria feito, então, em 1250 e 1251; na mesma sequência deveria chegar ao doutorado em teologia em 1253. Frente às dificuldades criadas então aos religiosos, parece que Boaventura só conseguiu o reconhecimento do título em 1257. 

Mas, abandonou exatamente, então, o magistério, passando então ao posto de Geral da Ordem franciscana; tinha 36 anos. Dedicou-se à causa da Ordem, à sua espiritualidade e à pregação em geral. Em 1273 foi feito cardeal e bispo de Albano. Exerceu especiais incumbências no Concílio de Lyon, quando foi conseguida a união com a Igreja Grega (6-7-1274), a qual todavia foi precária. Oito dias após o Concílio faleceu o cardeal (14-7-1274). Foi canonizado em 1482 e declarado doutor da Igreja em 1587. 

Boaventura chegara mais cedo a Paris que São Tomás; enquanto o primeiro se graduava em artes em Paris em 1240, Tomás chegará a Paris em 1245, para seguir em 1248 para Colônia. Boaventura completa o tirocínio para a conquista do grau de mestre em 1253, Tomás, que retornara a Paris, lecionou ali de 1252 a 1259, depois seguindo para a Itália (1259-1268). 

Cessou, porém o magistério de Boaventura em 1257. Entretanto Boaventura não paralisou as suas preocupações intelectuais. Foi a um tempo, um homem de estudo, de ação e além de místico. Não participou das controvérsias tomistas de 1270, mas apoiou tacitamente a oposição, que era agostiniana. 

A obra literária de S. Boaventura é relativamente grande, principalmente tendo em consideração que lecionou apenas 10 anos (1248-1257), de quando datam os livros do tipo escolar. São de interesse filosófico: 

Comentários sobres as Sentenças (c. 1248-1255); 
Quaestiones disputates, sendo 7 De scientia christi, 8 de Mysterio Trinitatis, 4 de perfectione evangelica; 
Itinerarium mentis ad Deum (1259); 
Breviloquium (antes de 1257); De reductione artium ad theologiam; 
e os tratados sobre os Tópicos, Meteoros, e De generatione de Aristóteles. 

Deixou também numerosos sermões e escritos de natureza mística. São Boaventura morreu no dia 15 de Julho do ano de 1274. 

ORAÇÃO - Concedei-nos, Pai todo-poderoso, que, celebrando a festa de São Boaventura, aproveitemos seus preclaros ensinamentos e imitemos sua ardente caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Justa, Rosália e Charbel.

Fonte: http://franciscanos.org.br/?p=59356#sthash.yHoVz1in.dpuf
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