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quinta-feira, 17 de abril de 2014

QUINTA-FEIRA SANTA


A Ceia Pascal 

Se a Última Ceia de Jesus foi a ceia da Páscoa, como dizem os três primeiros evangelistas, por que a Igreja a celebra antes da Páscoa? É que a páscoa judaica não cai no mesmo dia que a nossa. A páscoa judaica pode cair em qualquer dia da semana, conforme a posição da lua. Assim, na Quinta-Feira Santa, Jesus consumiu, com os discípulos, a páscoa judaica (descrita na 1ª leitura). 

 Nesta ocasião, instituiu a Ceia Eucarística, em memória de sua morte (2ª leitura); e, no início dessa refeição, lavou os pés de seus discípulos, em sinal e exemplo do dom da própria vida (evangelho de hoje). Aliás, o evangelista João nem menciona o momento da Eucaristia, porque a Eucaristia significa comunhão com Jesus, e esta comunhão se expressa maravilhosamente pelo gesto do lava-pés: deixar-se lavar por Jesus, aceitar que Jesus seja nosso servo, que não só lava nossos pés, mas dá sua vida por nós. Por isso, queremos servir os nossos irmãos… O lava-pés é a Eucaristia na vida! Segundo os primeiros evangelistas, a Última Ceia foi a ceia da páscoa judaica, que comemorava o êxodo dos hebreus do Egito, terra de escravidão. Jesus quis celebrar essa ceia, mas ao mesmo tempo a transformou, colocando-se livremente como escravo dos seus irmãos! E fez disso a sua “passagem” para junto de Deus! 

Ora, esta passagem de Jesus se manifesta na ressurreição, no terceiro dia a partir de hoje, que vai ser para nós, cristãos, a data de nova Páscoa, em que celebramos a nossa libertação. Hoje celebramos Jesus na imagem do cordeiro pascal do A.T., cujo sangue preservou os hebreus do castigo que Deus fez descer sobre os egípcios para que deixassem ir os israelitas. Já não celebramos a páscoa na data judaica, pois Jesus transformou-lhe o sentido. Mas continuamos celebrando o nosso Cordeiro pascal, cujo sangue nos salva; este, porém, não foi sacrificado como um animal sem inteligência, mas porque quis livremente servir-nos no amor até o fim. 

 Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

Fonte: http://www.franciscanos.org.br/?p=54839

domingo, 16 de março de 2014

13º RETIRO FRANCISCANO DE CARNAVAL


Entre os dias 01 a 05 de março passados, aconteceu o 13º Retiro Franciscano de Carnaval no Convento de Ipuarana em Lagoa-Seca na PB. O retiro reuniu 42 pessoas que trocaram a folia do carnaval pela tranquilidade e o aconchego deste lugar. Neste ano refletimos sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2014:  "É para a liberdade que Cristo nos libertou" (Gl 5,1). Uma reflexão toda voltada para um jeito franciscano.

Nosso orientador foi o Ministro Provincial, Frei Marconi Lins, OFM, que nos passou toda sua experiência para levarmos e refletirmos durante todo este ano.

Agradecemos a todos que compareceram e aguardamos no próximo ano se Deus assim permitir.

ATENÇÃO!!! 

AS FOTOS JÁ ESTÃO ANEXADAS NO LINK AO LADO DIREITO: FOTOS DOS EVENTOS DA PROVÍNCIA - 13º RETIRO FRANCISCANO DE CARNAVAL




























quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O TEMPO DA QUARESMA


Cidade do Vaticano – Com o título foi extraído de uma frase de São Paulo: “Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza” (cf. 2 Cor 8, 9), o Papa Francisco divulgou a Mensagem para a Quaresma deste ano. No texto, o Pontífice explica que a finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz o Apóstolo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». “Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus.” 

Para Francisco, a miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. A verdadeira miséria, escreve o Papa, consiste em não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo, distinguindo três tipos de miséria: material, moral e espiritual. “A Quaresma é um tempo propício para o despojamento”, recorda o Papa, e nos fará bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. “Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói”, afirma. 

“Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia.” 

Eis a íntegra do texto: 

Mensagem do Santo Padre Francisco para a Quaresma de 2014 

Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9) 

Queridos irmãos e irmãs! Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico? 

A graça de Cristo 
Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 22). 

A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Baptista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1, 2). 

Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf. Rm 8, 29). 

Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo. 

O nosso testemunho 
Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d’Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo. À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha. 

Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína econômica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus. 

O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana. 

Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói. 

Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde! 

Vaticano, 26 de Dezembro de 2013 
Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir 

Fonte:  http://www.franciscanos.org.br/?p=52590#sthash.9MkJCRUs.dpuf

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

NOVA TURMA DE NOVIÇOS 2014

Neste dia 20 de janeiro de 2014, às 10h, na Celebração Eucarística, na Igreja do Convento de Santo Antônio, em Lagoa Seca – PE, na presença dos confrades da fraternidade local e de outros vindos de diversas fraternidades , bem como amigos dos frades, inscreveram-se para o ano de provação (noviciado) na Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil, os seguintes postulantes:





1. RAFAEL DE SOUSA FERREIRA, nascido aos 28 de março de 1989, em Fortaleza – CE, batizado aos 05 de dezembro de 1989, filho de Cícero de Sousa Campos e Lúcia de Fátima da Costa Ferreira. 
















2. CLERISON DE CARVALHO CRUZ, nascido aos 29 de dezembro de 1989, em Campo Formoso, batizado aos 30 de dezembro de 1990, filho de João Batista Guimarães da Cruz e Marly Batista de Carvalho Cruz. 













3. JONATHAN CHRISTOFF MARTINS ANTONIO, nascido aos 16 de junho de 1991, em Recife – PE, batizado aos 14 de abril 1996, filho de Juarêz Francisco Antônio Júnior e Cravani Martins da Silva. 
















4. JOSÉ ROBERTO RODRIGUES DE OLIVEIRA JÚNIOR, nascido aos 22 de dezembro de 1991, Maceió - AL, batizado aos 17 de abril de 1994, filho de José Roberto Rodrigues de Oliveira e de Maria de Fátima Santos de Oliveira . 












5. WILLAMES BATISTA DO NASCIMENTO, nascido aos 28 de julho de 1993, em Piaçabuçu – AL, batizado aos 13 de março de 1994, filho de Moisés Ferreira do Nascimento e de Angelucia Santos Batista. 












Para acompanhar os noviços a equipe de formação está constituída pelos seguintes confrades: 







Frei Marcos Osmar – Guardião da Fraternidade 




















Frei Fernandes – Mestre dos Noviços 
















Frei Sérgio Moura – Vice-mestre dos Noviços 















A celebração foi presidida pelo Ministro Provincial, Frei Marconi Lins. Estiverem presentes da Fraternidade de Campina Grande: Frei Hermano Wiggenhorn, Frei Hermano José e Frei Petrônio Cardoso; de Sirinhaém, Frei Sinésio Araújo; de Recife, Frei Juvenal Carneiro; de Mossoró, Frei Francisco Edson; de Fortaleza, Frei Gilmar Nascimento e de Triunfo, Frei Rogério Rodrigues. Houve a presença de uma irmã da Pequena Família Franciscana e de representantes da comunidade paroquial de Lagoa Seca. Agradecemos a todos pela presença, orações e apoio.

email enviado por Frei Fernandes, OFM

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

MÃE DE DEUS: ‘NOSSO CAMINHO DE FÉ ESTÁ LIGADO A MARIA’


Cidade do Vaticano – O Papa Francisco presidiu nesta manhã de 1° de Janeiro, Dia Mundial da Paz, na Basílica Vaticana, a celebração Eucarística da Solenidade da Santa Mãe de Deus. 

Participaram da Santa Missa, cardeais, arcebispos, bispos, sacerdotes e uma multidão de fiéis, peregrinos, e turistas, provenientes da Itália e de diversos países do mundo, que superlotaram a Basílica Vaticana e a Praça São Pedro, inclusive até a Avenida da Conciliazione. 

Em sua homilia, o Santo Padre partiu da Liturgia do dia, citando uma antiga súplica de bênção, que Deus sugeriu a Moisés, para que fosse transmitida e ensinada à sua posteridade: “O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor dirija para ti o seu olhar e te conceda a paz”. E o Papa explicou: 

“É muito significativo ouvir estas palavras de bênção no início de um novo ano: acompanharão o nosso caminho neste tempo que se abre diante de nós. São palavras que dão força, coragem e esperança; não uma esperança ilusória, assente em frágeis promessas humanas, nem uma esperança ingênua, que imagina melhor o futuro, simplesmente por ser futuro. Esta esperança tem suas raízes precisamente na bênção de Deus; uma bênção que contém os votos maiores, os votos da Igreja para cada um de nós, repletos da proteção amorosa do Senhor e da sua ajuda providencial”. 

Os votos contidos nesta bênção, acrescentou o Papa, realizaram-se plenamente numa mulher, Maria, destinada a ser a Mãe de Deus! É este o título principal e essencial de Nossa Senhora: ele tem um significado de qualidade e de função, que a fé do povo cristão, na sua terna e genuína devoção à Mãe celeste, desde sempre reconheceu. Depois, recordou o importante evento, na história da Igreja, o Concílio de Éfeso, que definiu a maternidade divina da Virgem: 

“Esta verdade da maternidade divina de Maria ecoou em Roma, onde, pouco depois, se construiu a Basílica de Santa Maria Maior, o primeiro santuário mariano de Roma e de todo o Ocidente, onde se venera a imagem da Mãe de Deus, sob o título de “Salus populi romani”.” 

Dizem que os habitantes de Éfeso, durante o Concílio, teriam se reunido diante da basílica, onde estavam os Padres conciliares, e gritavam: “Mãe de Deus!” Desta forma, os fiéis pediam que fosse definido, oficialmente, este título de Nossa Senhora, como reconhecimento da sua maternidade divina. É a atitude sincera dos filhos, que conhecem e amam a sua Mãe. E o Pontífice afirmou: 

“Desde sempre Maria está presente no coração, na devoção e, sobretudo, no caminho de fé do povo cristão. A Igreja caminha no tempo… Mas, nesta caminhada, a Igreja procede seguindo as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria, que coincide com o nosso itinerário de fé. Eis porque sentimos Maria uma pessoa bem próxima de nós! A Mãe de Deus partilhou a nossa condição, trilhou os nossos mesmos caminhos, às vezes difíceis e obscuros, sobretudo o caminho da fé”. 

O nosso caminho de fé, disse o Papa, está indissoluvelmente ligado a Maria, desde o momento em que Jesus a apresentou a São João como Mãe: “Eis a tua mãe!”. Estas palavras têm o valor de um testamento e dão ao mundo uma Mãe. No Calvário, ela mantém acesa a chama da fé na ressurreição do Filho e a comunica aos homens. Desde então, Maria se torna fonte de esperança, de alegria e de salvação; a Mãe de Deus se torna nossa Mãe. E o Santo Padre concluiu: 

“A Mãe do Redentor caminha diante de nós e sempre nos confirma na fé, na vocação e na missão. Com o seu exemplo de humildade e de disponibilidade à vontade de Deus, ela nos ajuda a traduzir a nossa fé em anúncio jubiloso e sem fronteiras do Evangelho. Assim, a nossa missão será fecunda por ser forjada pela maternidade de Maria”. 

Por fim, o Bispo de Roma recomenda aos fiéis confiarem na Santa Mãe de Deus o nosso itinerário de fé, os desejos do nosso coração, as nossas necessidades, as carências do mundo inteiro, especialmente a sua fome e sede de justiça e de paz. 

Após a celebração da Eucaristia da Solenidade da Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz, na Basílica Vaticana, o Papa Francisco subiu à terceira loggia do Palácio Apostólico para rezar a oração mariana do Angelus com os milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro e adjacências. (MT) 

Eis a homilia na íntegra: 

Amados Irmãos e Irmãs, 

A primeira leitura propôs-nos a antiga súplica de bênção que Deus sugerira a Moisés, para que a ensinasse a Aarão e seus filhos: «O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor dirija para ti o seu olhar e te conceda a paz» (Nm 6, 24-26). É muito significativo ouvir estas palavras de bênção no início de um novo ano: acompanharão o nosso caminho neste tempo que se abre diante de nós. São palavras que dão força, coragem e esperança; não uma esperança ilusória, assente em frágeis promessas humanas, nem uma esperança ingênua que imagina melhor o futuro, simplesmente porque é futuro. Esta esperança tem a sua razão de ser precisamente na bênção de Deus; uma bênção que contém os votos maiores, os votos da Igreja para cada um de nós, repletos da proteção amorosa do Senhor, da sua ajuda providente. 

Os votos contidos nesta bênção realizaram-se plenamente numa mulher, Maria, enquanto destinada a tornar-Se a Mãe de Deus, e realizaram-se n’Ela antes de qualquer outra criatura. 

Mãe de Deus! Este é o título principal e essencial de Nossa Senhora. Trata-se de uma qualidade, de uma função que a fé do povo cristão, na sua terna e genuína devoção à Mãe celeste, desde sempre Lhe reconheceu. 

Lembremos aquele momento importante da história da Igreja Antiga que foi o Concílio de Éfeso, no qual se definiu com autoridade a maternidade divina da Virgem. Esta verdade da maternidade divina de Maria ecoou em Roma, onde, pouco depois, se construiu a Basílica de Santa Maria Maior, o primeiro santuário mariano de Roma e de todo o Ocidente, no qual se venera a imagem da Mãe de Deus – a Theotokos – sob o título de Salus Populi Romani. Diz-se que os habitantes de Éfeso, durante o Concílio, se teriam congregado aos lados da porta da basílica onde estavam reunidos os Bispos e gritavam: «Mãe de Deus!» Os fiéis, pedindo que se definisse oficialmente este título de Nossa Senhora, demonstravam reconhecer a sua maternidade divina. É a atitude espontânea e sincera dos filhos, que conhecem bem a sua Mãe, porque A amam com imensa ternura. Mais ainda: é o sensus fidei do santo fiel Povo de Deus, que nunca – na sua unidade – nunca se engana. 

Desde sempre Maria está presente no coração, na devoção e sobretudo no caminho de fé do povo cristão. «A Igreja caminha no tempo (…). Mas, nesta caminhada, a Igreja procede seguindo as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria» (JOÃO PAULO II, Enc. Redemptoris Mater, 2). O nosso itinerário de fé é igual ao de Maria; por isso, A sentimos particularmente próxima de nós! No que diz respeito à fé, que é o fulcro da vida cristã, a Mãe de Deus partilhou a nossa condição, teve de caminhar pelas mesmas estradas, às vezes difíceis e obscuras, trilhadas por nós, teve de avançar pelo «caminho da fé» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. Lumen Gentium, 58). 

O nosso caminho de fé está indissoluvelmente ligado a Maria, desde o momento em que Jesus, quando estava para morrer na cruz, no-La deu como Mãe, dizendo: «Eis a tua mãe!» (Jo 19, 27). Estas palavras têm o valor dum testamento, e dão ao mundo uma Mãe. Desde então, a Mãe de Deus tornou-Se também nossa Mãe! Na hora em que a fé dos discípulos se ia quebrantando com tantas dificuldades e incertezas, Jesus confiava-lhes Aquela que fora a primeira a acreditar e cuja fé não desfaleceria jamais. E a «mulher» torna-Se nossa Mãe, no momento em que perde o Filho divino. O seu coração ferido dilata-se para dar espaço a todos os homens, bons e maus; e ama-os como os amava Jesus. A mulher que, nas bodas de Caná da Galileia, dera a sua colaboração de fé para a manifestação das maravilhas de Deus na mundo, no Calvário mantém acesa a chama da fé na ressurreição do Filho, e comunica-a aos outros com carinho maternal. Assim Maria torna-Se fonte de esperança e de alegria verdadeira. 

A Mãe do Redentor caminha diante de nós e sempre nos confirma na fé, na vocação e na missão. Com o seu exemplo de humildade e disponibilidade à vontade de Deus, ajuda-nos a traduzir a nossa fé num anúncio, jubiloso e sem fronteiras, do Evangelho. Deste modo, a nossa missão será fecunda, porque está modelada pela maternidade de Maria. A Ela confiamos o nosso itinerário de fé, os desejos do nosso coração, as nossas necessidades, as carências do mundo inteiro, especialmente a sua fome e sede de justiça e de paz; e invocamo-La todos juntos: Santa Mãe de Deus! 

Fonte: Rádio Vaticano - 
http://www.franciscanos.org.br/?p=52548#sthash.wo8z5edD.dpuf
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