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segunda-feira, 22 de abril de 2013

MENSAGEM DE PÁSCOA 2013


PROVÍNCIA FRANCISCANA DE SANTO ANTÔNIO DO BRASIL

Caros confrades, 

“O Senhor lhes dê a Paz!” 




Estou escrevendo minha mensagem de Páscoa para vocês um pouco atrasada, mas num contexto desafiador e, ao mesmo tempo, de muita esperança: estou em Triunfo, na casa do Postulantado, com confrades vindos de quase todas as fraternidades de nossa Província para o primeiro Conselho Plenário da Província deste ano. Aqui, como em todo o Nordeste, a seca castiga o povo, mata de sede os animais e prognostica mais um ano sem colheita! Mas o povo continua rumando para encontrar alternativas de convivência no semiárido nordestino! Dentro deste contexto aqui estamos em nosso convento de São Boaventura onde nada nos falta! 

Iniciamos nosso Conselho ao redor do altar do Senhor, onde celebramos a Eucaristia junto com o povo de Deus e continuamos na reflexão, no trabalho em grupo e na discussão de assuntos importantes de nossa vida, buscando no Evangelho força e motivação para vivermos com profundidade nossa vida de irmãos menores! 

Estamos convencidos de que o melhor que podemos oferecer à Igreja e ao mundo é nosso testemunho de fraternidade, nascido de nossa fé e de nossa fidelidade ao Evangelho e que nos motiva a estar entre os homens e mulheres como cristãos, homens de paz e de bem, respeitadores da vida em todas as suas manifestações. 

Justamente neste dia em que terminamos nosso Conselho Plenário, estamos celebrando os 428 anos da chegada dos oito primeiros frades menores em Olinda, vindo de Portugal! Temos um passado que nos oferece referências seguras para não nos perderemos no relativismo que ameaça nossa sociedade! Queremos ver o mundo e a realidade com simpatia, acreditando no ser humano, justamente por que Deus se fez um de nós em Jesus de Nazaré e nos amou “até a morte e morte de cruz”(cf. Fl 2,8). 

Estamos voltando para nossas fraternidades cheios da esperança pascal, mesmo constatando nesses dias nossas fraquezas e resistências ao Evangelho que é nossa forma de vida! Apesar de tudo, o Senhor continua nos falando em nossa caminhada, e como aos discípulos de Emaús, fez arder nossos corações (Lc 24,32) e nos impulsiona a ir ao mundo, nosso claustro, pregar a toda humanidade, com gestos e palavras a paz, a reconciliação e o respeito pela criação, como fez Francisco e seus primeiros companheiros! 

Do alto, onde está situada a cidade de Triunfo, descemos alegres para encontrar nossos irmãos e partilhar com eles a riqueza da convivência, das reflexões e continuar o processo de elaboração de nosso Projeto Fraterno de Vida e Missão, para sermos de verdade, testemunhas de Jesus ressuscitado. 

Feliz Páscoa, meus irmãos! Vamos começar de novo a seguir os passos do Cristo pobre, humilde e crucificado que é o Ressuscitado! 

Triunfo, 12 de abril de 2013.



Frei Marconi Lins, OFM
Ministro Provincial

segunda-feira, 8 de abril de 2013

MINISTRO GERAL É NOMEADO ARCEBISPO PELO PAPA

Moacir Beggo 

Vila Velha (ES) – O Papa Francisco já deu grandes demonstrações de carinho por São Francisco de Assis e pela Ordem Franciscana. Numa demonstração que quer o melhor para os institutos de vida religiosa consagrada, ele acaba de nomear arcebispo de Belcastro e, ao mesmo tempo, secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, o Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, Frei José Rodríguez Carballo, de 59 anos. 

Frei José Carballo, que está no segundo mandato como Geral dos Franciscanos, será ordenado arcebispo no dia 18 de maio, véspera de Pentecostes. Espanhol, ele será ordenado pelo Secretário de Estado de Sua Santidade, Tarcísio Bertone, no santuário de Santiago de Compostela, na Espanha. 

Na carta aos Frades Menores, neste sábado (6/4), o Ministro Geral não escondeu a sua emoção. “Nesse momento sinto em meu coração um duplo sentimento: de alegria e de tristeza. Alegria porque o Senhor segue confiando em mim e porque o Santo Padre, meu ‘Senhor Papa’ Francisco me confia uma grande responsabilidade no serviço da vida religiosa e consagrada, sinal também de sua confiança em minha pessoa e na Ordem. Tristeza porque os vereis menos, meus queridos irmãos. Me faltará vossa companhia na oração, no recreio, nas refeições, em todo momento. Me faltarão vossos sabios conselhos e vossa mão estendida em qualquer necessidade. Me consola que seguirei trabalhando pela vida que amo, porque é a minha: a vida religiosa e, para tanto, também pela vida franciscana”, escreveu na mensagem aos seus confrades, colocando-se à disposição de todos dentro de suas possibilidades. 

Na sua mensagem, Frei José agradeceu as pessoas que estiveram mais próximas dele durante os 10 anos como Ministro Geral e 6 anos como Definidor Geral. “Que grande alívio tem sido para mim saber que tenho a companhia de quase 15 mil irmãos da Ordem!”, disse. Ele também não se esquecer de agradecer ao Pai das misericórdias pela bondade que manifestou durante todos os seus anos de vida, especialmente pelos seus pais, Angelo e Célia, a irmã, o cunhado e os sobrinhos. “Mais tarde, aos dez anos e meio de idade, o Senhor me deu os irmãos franciscanos que me acolheram e me formaram, primeiro em minha Província de origem, Santiago de Compostela, e depois na Custódia da Terra Santa”, recordou, lembrando que mais tarde lhe confiaram serviços de grande responsabilidade, principalmente no campo da formação e do governo. “E em todo este tempo não deixei de sentir a mão do Senhor me protegendo e a confiança dos irmãos, apesar de minhas debilidades. Por tudo isso, não cessarei de agradecer ao Senhor sua bondade e misericórdia para comigo”, completou. 

No comunicado da Ordem, publicado no site, os Frades Menores desejam felicidades a Frei José e agradecem pelo seu trabalho incansável. “Obrigado em nome das Irmãs Clarissas e Concepcionistas franciscanas às quais cuidastes com verdadeira solicitude. Siga nos acompanhando com seu amor a Ordem, demonstrado nestes anos de incansável e fecundo serviço como Ministro Geral OFM. Conte com nosso carinho e com nossas orações”, escreveram, pedindo as bênçãos do Pai São Francisco e de Maria Imaculada, padroeira da Ordem Franciscana. 

Frei José Rodríguez Carballo nasceu no dia 11 de agosto de 1953 em Lodoselo, Catalunha, na Espanha. Ingressou na Ordem dos Frades Menores pela Província dos Frades Menores de Santiago de Compostela em 31 de julho de 1970 e fez profissão solene no dia 1º de janeiro de 1976. Foi ordenado presbítero no dia 29 de junho de 1977 pelo Papa Paulo VI. Como Ministro Geral, ele é o 119° sucessor de São Francisco. Além de Ministro Geral, Definidor e Secretário da Formação e Estudos, ele foi ministro da Província Franciscana de Santiago de Compostela na Espanha; presidente da União dos Frades Menores da Europa e mestre dos religiosos no período de formação. No dia 5 de junho de 2003 foi eleito pela primeira vez Ministro Geral dos Frades Menores e em 4 de junho de 2009 foi ratificado no cargo. 

No ano passado, ele foi eleito presidente da União de Superiores Gerais e para vice-presidente o Prepósito Geral dos Jesuítas, o Pe. Adolfo Nicolás. 

No seu currículo acadêmico, depois de obter a licenciatura em Teologia Bíblica em Jerusalém e a licenciatura em Sagrada Escritura em Roma, lecionou as mesmas disciplinas no Seminário maior da cidade espanhola de Vigo e na Faculdade de Teologia de Santiago de Compostela. Fala diversas línguas, entre as quais espanhol e catalão, italiano, português, francês e inglês. 

Agora, o Vigário Geral, o norte-americano Frei Michael Perry assume no lugar de Frei José até a convocação do Definitório Geral para eleição do novo sucessor de São Francisco de Assis. 


Tags: Cúria Geral

quinta-feira, 14 de março de 2013

HABEMUS PAPAM - PAPA FRANCISCO

A eleição do Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio e a escolha do nome Francisco colocou São Francisco de Assis na pauta do dia, na boca do povo. 

Na coletiva desta quinta-feira, três cardeais brasileiros falaram sobre a eleição do novo Papa e a escolha do nome. Dom Odilo Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo, contou ainda que visitou o túmulo de São Francisco de Assis, no domingo anterior ao conclave. Chegando lá, ele encontrou o cardeal arcebispo de Viena, Christoph Schönborn. “Mas um dominicano num lugar tão franciscano!”, comentou o brasileiro na ocasião. O colega disse que seria bom que a Igreja tivesse um Papa com espírito franciscano. “É um sinal para o que a Igreja quer e precisa fazer”, afirmou Odilo na entrevista coletiva nesta quinta-feira. “Não se fazem saltos mortais na Igreja, mas existe uma continuidade.” 

Outro que também foi a Assis no período pré-conclave foi Dom Geraldo Majella. “Rezei naquela hora para que o Papa pudesse realmente ser o que fizesse as vezes de São Francisco”, afirmou. “Ele [Bergoglio] foi chamado e não teve nenhuma dificuldade de ser aclamado. Ele tem 76 anos, mas pode em pouco tempo fazer muito. O testemunho dele vai ser muito importante para o mundo, vai chamar a atenção do mundo. Vamos rezar para que ele seja feliz e, sendo feliz, faça a Igreja feliz”, disse. Para Dom Geraldo, a escolha não foi surpreendente. “Não foi uma grande surpresa no sentido de que ele não pudesse ser o possível candidato”, disse. “É um grande dom de Deus para a Igreja, para o mundo, um homem que tem um testemunho de vida. Ele vive o nome Francisco, é diferente dos outros”, afirmou. 

O presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno, contou à Rede Católica de Rádio que o papa Francisco já traz suas características expressas no nome que ele escolheu, inspirado no santo de Assis. “São Francisco, como nós sabemos, é um santo da pobreza, da simplicidade, da comunhão com todas as pessoas, e com a própria natureza… Aliás, é o patrono da ecologia. As marcas deste novo papa: o primeiro latino americano, um argentino, o primeiro a adotar este nome “Francisco”, o primeiro jesuíta… Mas creio que vai marcar o seu pontificado pela características de ser um verdadeiro pastor. Um pastor que ama o seu povo, que está inteiramente voltado para o cuidado do seu povo, mas ao mesmo tempo aberto ao mundo, a todos os demais povos, com os que pertencem a uma outra religião… Ele terá este coração grande, aberto, à exemplo de São Francisco de Assis. Creio que esta espiritualidade certamente inspirará o novo papa, pela simplicidade, pelo diálogo, que serão suas marcas, como foram quando ele foi arcebispo de Buenos Aires: um homem de grande simplicidade, de grande amor aos pobres”, disse. 

Na opinião do padre José Oscar Beozzo, estudioso da história da Igreja Católica na América Latina, a escolha do nome do novo Papa é muito significativa: “Tivemos um jesuíta que não escolheu o nome de Inácio, mas de Francisco. Acho que isso é muito significativo porque São Francisco de Assis é o santo mais querido dentro e fora da Igreja Católica”. Beozzo acredita que a escolha também remete à postura que o novo papa deve adotar com relação aos muçulmanos. “Francisco esteve no coração de um conflito que hoje se repete, que é o conflito do que fazer frente ao Islamismo. Na época de Francisco, o Papa convocou a guerra contra o mundo islâmico, e Francisco tomou um barco e foi ver o sultão do Egito para falar de paz, de amizade. Até hoje os muçulmanos respeitam Francisco e os franciscanos. Acho que nesse momento isso é um recado muito importante”. São Francisco é também conhecido por seu amor à natureza, e Beozzo afirma que a escolha é também um compromisso com a preservação ambiental. O novo papa é visto como um homem simples, que cozinha a própria comida, anda de metrô e ônibus em Buenos Aires. “É uma pessoa que escolheu o nome de Francisco não por fantasia, mas acho que por uma opção de vida”. 

Para Beozzo, a escolha toca um tema fundamental na trajetória da igreja latino-americana, que é a opção pelos pobres. “Ele é visto como um irmão universal, também irmão dos pobres”. 

Franciscanos convidam o Papa para visitar Assis 

“De Assis um grande abraço, afetuoso e filial, a você, Papa Francisco, novo Vigário de Cristo”. É o que desejam os frades franciscanos de Assis ao novo Pontífice. 

Numa nota, os franciscanos agradecem a Deus e se alegram pela eleição do Cardeal Jorge Bergoglio, manifestando “sentimentos de gratidão, sincero afeto e profundo obséquio, prometendo como Francisco obediência e reverência ao senhor Papa”. 

“Neste ano da fé – prossegue a nota – ao acompanhar o início do seu ministério com incessante oração, esperam de acolher o Sumo Pontífice nos lugares sagrados à memória de São Francisco, estreitamente ligados a Sede Apostólica com a Igreja que está em Assis guiada pelo seu Bispo Domenico Sorrentino”. 

Os franciscanos, na carta enviada ao Papa Francisco, dizem saber ‘que Jesus está no comando de sua Igreja’ e assim querem seguir o novo Papa ‘com afeto e obediência’. Os frades também expressam “confiança de que, assim como tantos dos seus predecessores até Bento XVI, também você venha logo a esta Cidade onde Francisco continua a anunciar com todo seu ser, à Igreja e ao mundo, o Evangelho que salva”.


Fonte: http://www.franciscanos.org.br/?p=34011

sexta-feira, 1 de março de 2013

FRATERNIDADE E JUVENTUDE

A Igreja no Brasil, para enfrentar os grandes desafios à ação evangelizadora, percebe a necessidade de voltar às fontes e recomeçar a partir de Jesus Cristo. Toda a ação eclesial brota de Jesus Cristo e se volta para Ele e para o Reino do Pai. No contexto eclesial, não há como empreender ações pastorais sem nos colocarmos diante de Jesus Cristo. 

Esta perspectiva norteia as novas Diretrizes Gerais da Ação Pastoral. Ela é condição para que, na Igreja, aconteça uma conversão pastoral que a coloque em estado permanente de missão, com o advento de inúmeros discípulos missionários, enraizados em critérios sólidos para ver, julgar e agir no enfrentamento dos problemas concretos e urgentes da vida de nosso povo. 

A Campanha da Fraternidade, celebrada na quaresma, intensifica o convite à conversão. Ela contribui incisivamente para que este processo ocorra e alargue o horizonte da vivência da fé, na medida em que traz, para a reflexão eclesial, temas de cunho social, portadores de sinais de morte, para suscitar ações transformadoras, segundo o Evangelho. 

Neste ano o tema será “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). O objetivo geral da CF é acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br/?p=32814
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