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quinta-feira, 19 de maio de 2011

VEM AÍ ... ENCONTRO NACIONAL DE JOVENS DA CFMB

Em junho, teremos a visita do nosso Ministro Geral em Canindé. De 02 a 05 de junho o Frei José Carballo estará visitando a nossa Província e também terá encontro com as Irmãs Clarissas, pela ocasião dos 800 anos de Fundação da Ordem de Santa Clara. Também no mesmo período acontecerá o ENCONTRO NACIONAL DE JOVENS da Conferência dos Ministros Provinciais do Brasil. Será um encontro com jovens de norte a sul do país, onde vamos refletir a nossa presença franciscana junto a juventude e firmar com eles o nosso compromisso por um mundo mais justo, mais fraterno, um mundo de Paz e Bem!


segunda-feira, 16 de maio de 2011

MARIA MODELO DE VIDA CRISTÃ

Todos os anos, no mês de maio, nós católicos fazemos nossos louvores a Maria, mãe de Jesus, através da recitação do terço em família, novenas, procissões e a tradicional coroação de Nossa Senhora. Mas não é só no mês a ela dedicado que celebramos seus louvores e meditamos sobre o seu papel no plano da Salvação. Todos os dias, em vários momentos, lembramos que ela está intimamente ligada à missão salvadora de Seu Filho Jesus Cristo. Às 6 da manha, ao meio dia e às 18 horas rezamos a bela oração do Angelus Domini e, no tempo pascal, o Regina Cæli. Todas as manifestações de louvor e as orações a Maria, situam-se no contexto da pessoa de Jesus Cristo, razão de ser da grandeza humana e espiritual da Virgem Maria.

É impossível separar Maria de Jesus nem se pode conhecer a pessoa do Salvador do mundo ignorando aquela que, pelo querer do Pai e pela força do Espírito Santo, é a mãe do Verbo encarnado.

Desde os primeiros séculos do cristianismo, percebe-se um questionamento e uma reflexão que vai crescendo sobre o significado da vida e missão de Maria, a Mãe do Senhor, dentro do plano salvífico de Deus e da vinda do Messias prometido.

Ao longo da história do cristianismo, houve momentos em que a devoção à Virgem Maria sofreu certos exageros (“maximalismos mariológicos”) logo corrigidos pelo Magistério da Igreja. O Concílio Vaticano II, ocorrido entre os anos de 1962-1965, coloca com beleza e sabedoria os indicadores bíblicos e doutrinais do papel de Maria no plano da salvação, bem como de nossa devoção à Virgem Maria. Assim, no documento conciliar chamado “Lumen Gentium” que trata sobre a Igreja, o capítulo oitavo é dedicado a Maria e tem por título: “A Bem-aventurada Virgem Maria Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja”.

O que importa para nós é que ao abrirmos as Sagradas Escrituras, deparamo-nos com textos que mostram claramente a importância e o lugar da Virgem Maria no plano salvífico de Deus. Ela foi escolhida para ser Mãe do Filho do Altíssimo por que vivia na fé de Abraão e esperava a vindo do Messias prometido; ela participava da situação de opressão do povo de Israel, submetido ao poder do Imperador Romano, mas acreditava na libertação prometida por Deus e proclamada pelos profetas; ela estava disposta a dar sua colaboração para realizar as promessas de Deus. Tudo isso abriu seu coração e a sua vida toda para o mistério da Encarnação de Jesus.

Maria é mãe de Deus, pois Jesus é o Verbo, o Emanuel, o Deus conosco. Eis a razão de nosso amor e veneração a esta mulher muito especial. Ela é a Virgem atenta, ouvinte e obediente à Palavra de Deus. É a Virgem do Sim incondicional à vontade de Deus. Por isso, com muita precisão assim se expressa o último documento da Igreja sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, fruto do Sínodo sobre a Palavra de Deus, ocorrido em 2008: “No nosso tempo, é preciso que os fiéis sejam ajudados a descobrir melhor a ligação entre Maria de Nazaré e a escuta crente da Palavra divina... Ela é a figura da Igreja à escuta da Palavra de Deus que nela se fez carne. Maria também é símbolo da abertura a Deus e aos outros; escuta ativa, que interioriza, assimila, na qual a Palavra se torna forma de vida” (V.D., nº 27).

Para São Francisco que procurou viver o Evangelho radicalmente, Maria é a Virgem feita Igreja, eleita pelo santíssimo Pai celestial, que a consagrou por seu santíssimo e dileto Filho e o Espírito Santo Paráclito. Nela residiu e reside toda a plenitude da graça e todo o bem (cf. SMD).

Aprofundemos a compreensão do mistério da Mãe do Senhor e vivamos uma devoção mariana enraizada no Evangelho e proclamemos com uma fé amadurecida a profecia da Virgem Maria: “De agora em diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48).

Frei Marconi Lins, OFM

quinta-feira, 12 de maio de 2011

MEMÓRIA DE FREI BENTO (no Dia Mundial do Enfermeiro, nossa homenagem aos Profissionais da Saúde que cuidaram de nosso confrade)

Ao celebrarmos a ressureição do Senhor, hoje também queremos renovar a certeza da ressureição que nos é conferida a todos aqueles e aquelas que repousam em Cristo a sua esperança. Nosso confrade Frei Bento, que adormeceu nesta vida nos deixa marcas profundas de sua existência nesta cidade terrena. Inspirado pelo vigor evangélico de Francisco de Assis deixou sua pátria, e aqui nas terras brasileiras estabeleceu o cerne de viver a sua vocação como missionário franciscano. Pouco conheço a história deste homem, mas o que conheço relembro com ousadia. O marcante fora sua dedicação de vinte e cinco longos anos entre os índios Tiriyó, missão árdua e bem desafiadora. Logo após estes anos nosso confrade foi transferido para a cidade do Recife, mas por forças de adaptação pediu transferência para um região interiorana. O certo é que ao longo destes últimos meses, frei Bento tornou-se membro desta fraternidade por motivo de restabelecimento de sua saúde. Parece-me que depois de uma longa missão foi dada a hora de subir a montanha, a do calvário. Lembro-me do dia em que fomos interná-lo e sua esperança em querer logo restabelece-se a para retornar ao convívio da comunidade de Mutuca, lugar onde o nosso confrade realizou sua última missão pastoral junto ao povo de Deus. Esperança esta que permeou o coração dele durante sua estadia no hospital. Acredito que sua missão também não se acabou no hospital, pelo contrário ela se intensificou. Ao chegar ao hospital todos já sabiam da presença do frade, bom era a hora do passeio pelos corredores todos paravam para cumprimentá-lo e ao mesmo tempo ele retribuía com palavras de ânimo ou pelo seu sorriso. Aos confrades desta casa que tiveram a oportunidade de conviver mais diretamente com ele, ele mesmo disse um dia: “estamos tendo a chance de nos conhecer melhor.” Várias vezes tivemos a oportunidade de partilhar a vida, sobretudo a de consagrados às vezes com o olhar humano e outras mais eficazes com olhar do Espirito. Não temos sombra de dúvidas que o calvário de frei Bento é um apelo à nossa conversão e por isso a nossa fraternidade é agradecida ao Altíssimo, Onipotente e Bom Senhor por termos sido instrumentos de cuidado e afeto. Quantas vezes nós frades jovens, ao raiar de um novo dia, após termos passado a noite com ele no hospital, dizíamos: Frei temos que ir, ao que Ele respondia: É o jeito! Queremos enquanto fraternidade provincial confiar ao Bom pastor a alma deste nosso irmão, que ousou viver o Evangelho. Ao mesmo tempo confiamos a Deus a vida dos agentes de saúde que se dedicaram no cuidado profissional de nosso confrade, e de maneira especial a nossa amiga Rejane. E tantos irmãos, amigos e conhecidos que direta e indiretamente trilharam conosco este caminho. E por fim, já em uma das últimas noites em um conversa com ele, o própria dizia: “resta acreditar nas possibilidades do coração.” Paz e Bem!

Frei Dennys Santana Ferreira, OFM
Convento de Santo Antônio do Recife

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O SENHOR NOS FALA NO CAMINHO

Ouvimos ontem, terceiro domingo da Páscoa, a proclamação do texto conhecido como Os discípulos de Emaús, que encontramos no evangelho segundo Lucas (24,13-35). É um texto rico em simbolismo e ensinamento para nós que hoje somos testemunhas de Jesus ressuscitado.
Em meio às incertezas e inseguranças da caminhada da vida, o próprio Jesus vem ao nosso encontro, caminhando e dialogando conosco, ouvindo nossa história e esclarecendo nossas dúvidas com a luz da Palavra de Deus.

Enquanto enxergamos só os acontecimentos do presente ele nos faz ver a história por inteiro, mostrando que seu fio condutor é a aliança que Deus fez com nossos antepassados, prometendo o Messias salvador que deveria encontrar dificuldades e resistências em sua missão.

O coração dos discípulos começa a arder quando Jesus lhes falava no caminho explicando as Escrituras (v. 32), isto é, a frieza provocada pela desilusão do evidente fracasso de Jesus, segundo o que pensavam os dois, dá lugar ao ardor da esperança que fará todos os discípulos do Senhor proclamar até o fim da história humana: “É verdade! O Senhor ressurgiu e apareceu a Simão!” (v. 34). Esta é a experiência que devemos fazer permanentemente quando ouvimos a Palavra de Deus no caminho de nossa vida! É preciso ouvir a Palavra como São Francisco nos pedia que ouvíssemos: “Ouvi, senhores filhos e irmãos meus, prestai atenção às minhas palavras. Inclinai o ouvido de vosso coração e obedecei à voz do Filho de Deus. Guardai em todo o vosso coração seus mandamentos e cumpri seus conselhos com mente perfeita” (Ord 5-7).

Somente a escuta obediente da Palavra de Deus pode nos conduzir à esperança que nos motiva a viver em meio aos desafios e contrariedades da vida, convictos de que a história humana está habitada pela presença de um Deus que se faz nosso companheiro na pessoa de Seu Filho que viveu, foi morto, ressuscitou e caminha conosco.

Mas a experiência dos discípulos de Emaús e a nossa hoje, não termina na escuta da Palavra e sim na celebração do gesto que resume toda a vida e o sentido da morte de Jesus: a fração do pão, a Eucaristia! Ao chegar a Emaús, Jesus fez de conta que continuava a caminhada, mas os discípulos disseram: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” (v.29)

Jesus vem ao nosso encontro, mas é preciso que queiramos que Ele fique conosco! Assim é a Eucaristia! Podemos ler, ouvir e meditar a Palavra de Deus em nossa casa, mas é necessário encontrar-nos com o Senhor na assembleia litúrgica. É por isso que no domingo saímos de casa para nos encontrar e ouvirmos juntos o Senhor nos falar e explicar as Escrituras e depois, com Ele, partilhar o pão eucarístico – Seu corpo e sangue – que Ele mesmo nos dá! E é neste momento que o reconhecemos vivo e ressuscitado em nosso meio pelo gesto litúrgico e, pela fé, por nossa vida transformada em partilha e compromisso com a humanidade que sofre com a exclusão, a fome, a violência e tudo o que vai contra o que Jesus nos trouxe de junto do Pai: “vida em abundancia” (cf. Jo 10,10).

O texto dos discípulos de Emaús nos faz compreender o sentido da fé, da liturgia e do compromisso cristão com a vida, com a história humana assumida pelo próprio Jesus no mistério de Sua encarnação, paixão, morte e ressurreição! Foi o que o pobrezinho de Assis, São Francisco, intuiu, viveu e propõe como modo de vida para os frades e todas as pessoas de boa vontade para que a paz e o bem habitem a vida humana em nosso planeta!

Frei Marconi Lins, OFM

domingo, 1 de maio de 2011

IRMÃ MORTE VISITA FREI BENTO LETSCHERT, OFM


Faleceu neste domingo (1° de maio), às 14 horas, no Hospital do Coração de Pernambuco - PROCAP, Frei Bento Letschert, ele tinha 71 anos, foi missionário entre os índios Tiriyó e ultimamente morava em Pesqueira, PE.

Seu sepultamento será amanhã, dia 2, às 15 horas, após missa exequial a ser celebrada no Convento de Santo Antônio do Recife às 14 horas. Rezemos pelo descanso eterno de nosso confrade!
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